Tuesday, December 10, 2019

The good, the bad and the ugly com Leo Garibaldi, do Devildust

Posted by Redação Mondo Metal On May - 19 - 2015

 

 

Belo Horizonte tem a capacidade de produzir grandes bandas desde a década de 80. De Sepultura e Sarcófago e a imediata fama internacional aos dias de hoje, a capital mineira segue como referência e polo de boas bandas. Uma delas é o Devildust, quinteto que desde o surgimento chama a atenção dos fãs e imprensa por um som forte, pesado e de muita personalidade. Hoje convidamos o vocalista Leo Garibaldi para falar um pouco sobre os álbuns que marcaram sua vida. Vamos conhecer os escolhidos!

Nome: Leo Garibaldi
Instrumento:
 voz
Banda:
 Devildust

THE GOOD

 
Banda: Skid Row
Álbum: Slave to the Grind
Sempre que pedem pra eu citar meus discos favoritos, a lista muda. Mas se tem uma constante, é o Slave to The Grind. Eu escuto esse disco desde que foi lançado e, mesmo tendo fases de ouvir estilos mais extremos ou mais rock n roll, ele sempre esteve no meu playlist. Sebastian Bach foi o cara que me fez querer ser vocalista e, nesse disco, ele estava na sua melhor fase, equilibrando melodia e agressividade na voz. O disco fica no meio do caminho entre o que as bandas de Hard Rock faziam na época, com o melhor do heavy metal do início dos anos 90. A faixa-título é uma soco na cara. “Mudkicker” tem um riff fincado, com uma pegada bem metal. As baladas são fantásticas, sem letras excessivamente românticas. Monkey Business têm aquele groove “malandro”, “Get the Fuck Out”, que é quase punk… e a produção é sensacional. Eu amo esse álbum!

 

Banda: Nevermore
Álbum: Dead Heart in a Dead World
Esse disco é importante, porque era o que eu mais ouvia quando comecei a me dedicar pra valer ao canto. Teve uma grande influência no meu estilo. E liricamente, sempre me identifiquei muito com as letras do Warrel Dane, desde a época do Sanctuary. Mas esse disco é a obra-prima da banda! Jeff Loomins destrói com guitarras de 7 cordas, criando linhas absurdas e solos matadores. Warrel Dane passa uma sensação de dor e desespero…não sei explicar, mas eu escuto ele cantando nesse disco e me vejo num futuro pós-apocalíptico, à la Mad Max (risos). A dor e a raiva dele soam reais! É caótico e melódico ao mesmo tempo. O disco é bom de ponta a ponta, mas vou destacar aqui “Inside Four Walls”, “Narcosynthesis” e a belíssima “The Heart Collector”.

 

Banda: Faith No More
Álbum: Angel Dust
Fiquei na duvida se escolhia esse ou “The Real Thing”, mas como o “Real” já apareceu aqui nessa seção com outro entrevistado, vou de Angel Dust. O FNM é uma banda que explodiu minha cabeça quando ouvi a primeira vez, com Epic, e continua fazendo isso a cada show que vejo, a cada coisa que eles lançam. É absurdo! Mike Patton talvez seja o vocalista mais completo que já vi. Tem um alcance de voz absurdo, faz todo tipo de som que se pode imaginar com a voz. Canta suave, canta gutural, berra, e é um frontman insano até hoje! E neste álbum a banda mostra um amadurecimento musical em relação ao “The Real Thing”. Entre as faixas, destaco “A Small Victory”, “Caffeine”, “Everything’s Ruined”, “Midlife Crisis” e “Be Aggressive”.

 

 

THE BAD

  Banda: Helloween
Álbum: Pink Bubbles Go Ape
Depois dos incríveis Keeper of the Seven Keys Part I e II, o Helloween veio com esse disco. Não sei se foi a saída do Kai Hansen já que, posteriormente, lançaram excelentes álbuns, ou se o Michael Kiske já tava meio surtado com os lances de religiosidade. Bem, o fato é que esse disco não chega nem perto dos anteriores. Tem musicas legais, como “Kids Of The Century”, “The Chance” e “Number One”, mas a produção é fraca e o disco não chega a empolgar.

 

 

THE UGLY

  Banda: Destruction
Álbum: The Least Successful Human Cannonball
Confesso que esse foi o mais difícil. Muitas das bandas que gosto lançaram álbuns ruins, mas acaba que, passado o choque inicial, eu acabo gostando mais ou menos de uma ou outra musica, por mais diferente que possa parecer dos outros álbuns da banda. Tinha que ser um que eu não consiga ouvir. Eu tentei fugir do óbvio (St. Anger, cof cof), e vou escolher esse do Destruction. Se é que podemos chamá-lo de Destruction. E é exatamente este o problema: soa como qualquer banda de New Metal dos anos 90 e há quem goste do estilo, mas está longe de ser um bom trabalho de New Metal. Quanto mais um álbum do Destruction. Onde Mike Sifringer tava com a cabeça? Ainda bem que o Shmier voltou, eles gravaram ótimos álbuns (Metal Discharge é um dos meus favoritos) e fazem shows matadores!

 

+ Conheça os preferidos e os odiados de quem já passou pela coluna The Good, The Bad and The Ugly
Egon Dias (Expurgo)

Manu Joker (Uganga)
Casito (Witchhammer)

 

Concorda com as escolhas de Leo Garibaldi? Deixe seu comentário! E fique ligado porque o The good, the bad and the ugly vai sempre trazer as opiniões de quem faz a música pesada!

Deixe seu comentário!

Comments are closed.

Review: The First of the Listeners, Recitations

      Obscuro, sombrio e assustador! Assim podemos definir The First of the Listeners, álbum de estreia dos noruegueses […]

Review: Prologue In Death & Chaos, Death Chaos

      Curitiba sempre teve uma cena muito boa da música pesada. De lá vem dois grandes nomes do […]

Review: Once and for all, Perc3ption

      Imagine a cena: você se senta confortavelmente diante de seu computador, abre uma cerveja bem gelada (no meu […]

Review: 14 Sovereigh, Vpaahsalbrox

      Quando se fala em bandas de Heavy Metal vindas do Texas, nos Estados Unidos, de quem você […]