Tuesday, December 10, 2019

The good, the bad and the ugly com Egon Dias, do Expurgo

Posted by Redação Mondo Metal On April - 14 - 2015

 

 

O papo hoje é barulheira da melhor qualidade. E para isso chamamos Egon Dias, vocalista da banda mineira Expurgo, uma das maiores e mais competentes bandas brasileiras de Grindcore e, considerada por muitos, a versão nacional do grande Napalm Death. Como de costume nosso convidado indicou 3 álbuns que considera “prá lá de foda”, em suas próprias palavras, um “meia-boca” e outro “merda absoluta”. Como sempre a escolha parte de bandas que de certa forma têm alguma influência no som da banda do nosso convidado. Vamos conhecer então os escolhidos e rejeitados por Egon Dias!

 

+ Leia também:
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Nome: Egon Dias
Instrumento: garganta
Banda: Expurgo

 

THE GOOD

 


Banda: Dismembered Fetus
Álbum: Generation of Hate (1996)
Depois de escutar esse disco, nada conseguiu ser tão agressivo! Grind noise que praticamente me fez entrar de cabeça nessa porra toda de grindcore. Já conhecia grind com Napalm Death e Carcass, mas esse disco do Dismembered Fetus fez seu papel – fudeu com tudo e mostrou uma concreta definição do que é o ódio expresso em forma de música.

 

 

 


Banda: Napalm Death
Álbum: Fear, Emptiness, Despair (1994)
Muita gente entorta a cara pra esse disco do Napalm Death, mas sinceramente negar músicas como Plague Rages ou Throwaway, é loucura. Elas são assustadoras, assim como vários outros sons desse play. Além disso, o vocal do ‘Barney’ está monstro em todo o álbum, parece um urso em estado de frenesi. Lembro claramente do dia em que peguei esse LP e fiquei escutando ele várias vezes no toca discos, pra entender, de tão extremo que era aquilo na época. Foi uma fase mais experimental do Napalm Death também, numa pegada bem industrial, algo que me agradou muito.

 

 

 


Banda: Fear Factory
Álbum: Demanufacture (1995)
Esse disco também foi algo que assustou muita gente na época. Exceto pela Replica, que já deu no saco de tanto que foi tocada, todo esse disco é muito foda. É um disco atual ainda hoje, 20 anos depois de lançado. Ele é sombrio, pesado, futurista, agressivo e com músicas que colam na cabeça, dando vontade de ouvir o tempo todo. Com certeza o Fear Factory assumiu o status de grande banda com esse disco, e olha que o álbum anterior já era muito foda. Mas o Demanufacture arregaçou – eu e meus amigos do bairro íamos andar de skate na rua escutando esse disco nas fitinhas do walkman, era muito loko…

 

 

 

THE BAD

 


Banda: Nasum
Álbum: Shift (2004)
Nasum é uma banda de grande influência pra mim e muitas outras pessoas que curtem e tocam grindcore, com toda certeza. Porém, os 2 últimos discos na minha opinião já não são tão impactantes quanto os primeiros. Destaco então o disco Shift. Ele tem boas bases de guitarra, as músicas são interessantes, mas falta alguma coisa no disco que deixa a desejar. Acho que faltou um pouco de vontade, de sangue no olho mesmo pra fazer uma coisa mais suja e agressiva, algo que o Nasum sabia fazer de uma forma absurda, que chamou atenção de todo mundo. O vocal do Mieszko também já estava mais chato, rolando quase que uma preguiça de cantar. Enfim, grande banda, inquestionável, mas esse disco ficou bem meia boca.

 

 

 

THE UGLY

 


Banda: Sepultura
Álbum: Roorback (2003)
Desculpem-me os apreciadores do Sepultura da fase sem Max Cavalera, mas não dá. De lá pra cá, quando se deu a saída do Max – e também a posterior saída do Igor – o Sepultura não alavancou nada pra mim. Esse disco aqui consegue ser um dos mais fracos da história do metal. O Sepultura lançou algumas coisas interessantes – algumas poucas na minha opinião – mas esse disco aqui é fraquinho demais. E olha que não sou daqueles de ficar encarnando “viúva de Max” porque ele saiu do Sepultura; até mesmo porque eu acho que ele também fez muita merda depois que saiu, assim como fez muitas outras coisas interessantes também. Mas enfim, nem fudendo pra esse disco aqui, lata de lixo pra ele.

 

+ Conheça os preferidos e os odiados de quem já passou pela coluna The Good, The Bad and The Ugly
Manu Joker (Uganga)
Casito (Witchhammer)

 

Concorda com as escolhas de Egon Dias? Deixe seu comentário! E fique ligado porque o The good, the bad and the ugly vai sempre trazer as opiniões de quem faz a música pesada!

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