Thursday, November 14, 2019

5 perguntas para Igor Arruda (Rastros de Ódio, Hocnis)

Posted by Redação Mondo Metal On August - 16 - 2016

 

 

Mais duas bandas mineiras que trilham o árduo caminho do underground estão com novos trabalhos à caminho: Rastros de Ódio e Hocnis. Em comum o guitarrista e baixista Igor Arruda, que “dá expediente” nas duas bandas e ainda consegue tempo para fotografia profissional, filmagens e a produção e apresentação do programa de entrevistas “E aí cara?” em parceria com Victor D´Santti e que conta com o apoio do Mondo Metal. E foi com ele, que mais parece o antigo personagem multi-homem, do desenho da Hanna-Barbera Trio Fantástico que o Mondo Metal foi conversar. Confira!

 

Mondo Metal: Você tá lançando um novo álbum com o Hocnis, o EP SS Ourang Medan. Fale um pouco sobre ele e conte como está sendo a divulgação.
Igor Arruda: Isso! é um EP que conta com 3 músicas, feitas no ano passado. Um som mais técnico que o habitual e as letras abordando temas como superação, sobre lealdade e uma novidade, uma faixa fantasma, na musica título do CD, que fala de um navio fantasma que foi encontrado na Indonésia em 1948. Foi gravado um improviso que mistura samba, jazz e metal, e que vale a pena ser escutada.

 

Mondo Metal: Além do Hocnis, você também está no Rastros de Ódio que está gravando neste momento, não é isso?
Igor Arruda: Exato! entrei na banda por acaso, quebrando galho para tocar baixo na abertura para o Olho Seco ano passado e apareceram shows legais como a abertura para o Exodus e eu acabei gostando da metodologia da banda, os planejamentos. É uma banda muito profissional e madura. Estamos em estúdio e eu vou gravar as guitarras (junto com o Cleuber) e os baixos e em breve tem coisa boa rolando, até porque a banda já está fechando datas pelo Brasil.

 

 

Mondo Metal: Não bastessem as duas bandas, você ainda comanda o Programa E aí cara? junto com o Victor D´Santti. O programa, que tem o apoio do Mondo Metal, tem feito bastante barulho no underground. Como surgiu a ideia de fazer o programa e qual foi a melhor entrevista feita?
Igor Arruda: O programa surgiu de uma ideia do Marcelo do programa Kapitan Underground de me chamar pra apresentar esse programa, e eu não curti a ideia por ser ao vivo e já tinha em mente uma coisa mais bem humorada. Eu e Victor tínhamos um projeto de uma rádio-novela que se chamaria “O cara” e aí veio a ideia de formamos um programa de entrevista e usamos o nome satirizando o jeito de falar do “Alex Camargo (Krisiun) com sua voz rouca. Sentamos com o Cesar Pessoa que nos deu uma enorme força para começar e aprendemos um pouco sobre como fazer isso, e temos apanhado muito desde então hehe. Não tem uma melhor, são muitas. E cada uma tem seu ponto positivo e negativo. Mas talvez a do Destruction tenha sido feita com melhor produção e a logística foi melhor planejada, ficamos mais confortáveis, mesmo sendo com um grande Ídolo. Me diverti muito com Agathocles e Eminence também.

 

Mondo Metal: Bandas, programa, fotografia (que a gente sabe que outra atividade sua), filmagens… Dá tempo realmente para conciliar tudo?
Igor Arruda: Dá sim, eu estudo educação física e trabalho como professor estagiário em 2 escolas, e no tempo livre eu me dedico as bandas e os demais projetos intercalados, tenho 2 tardes de folga durante a semana e isso ajuda muito e aos finais de semana a fotografia e o programa são feitos conforme dá. O programa é algo que toma mais tempo pois as edições são complicadas (por isso certo atraso nos programas) mas não é algo massante e gosto muito do que faço, Eu tenho um lema que levo a ferro e fogo e tem dado certo: “se você gosta, você faz!” ou “quem quer, faz!” Não existem desculpinhas, se gosta de algo, faça e planeje. Vejo muita gente reclamando por aí de banda, de trabalho, de namoro, de faculdade. Dá pra fazer muita coisa com um bom planejamento e tem que querer.

 

 

Mondo Metal: O cenário da música pesada mineira mudou muito nos últimos 25 anos. Belo Horizonte que já foi considerada a meca do Heavy Metal nacional está muito diferente hoje em dia. Como músico e produtor, o que você pode dizer sobre o cenário mineiro e por que chegamos a este ponto?
Igor Arruda: Sim, está diferente. Eu penso que são fatores que podem ate ser divididos por tópicos:
Casas de shows: poucos locais para uma produção digna e ao mesmo tempo barata, em se tratando de som autoral, pois existe muitos locais como pubs que não dão esse espaço e os que dão, são locais legais mas que, ou são pequenos demais, ou não dão suporte para trazer uma banda de outra cidade, por exemplo.

Bandas: Temos bandas muito boas, muitas bandas inclusive, mas ainda algumas com nariz em pé, e algumas com rixas bobas que atrapalham o seu próprio mercado, algumas muito profissionais e outra parte esquecendo de crescer e vivendo no passado.

Público: Grande parte pede, faz mutirão, assombra a internet falando e pedindo, e quando um produtor trás a banda ou organiza tal evento, o mesmo que fala não comparece, seja por dor de dente, pra ver jogo da Libertadores, porque a namorada não deixou, enfim, falta compromisso do fã, do headbanger de estar lá. tanto em shows grandes, quanto pequenos, pois tudo tem virado desculpa para não comparecer. Nos anos 80 a galera deixava de ralar, de fazer tudo só para pular do palco e se esborrachar no chão!

 

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